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Diretor de ‘Deixando Neverland’ compara Michael Jackson a Epstein

Diretor acusa omissões no relato sobre Michael Jackson, afirma que era pior que Epstein e explica retirada do documentário da HBO

‘Deixando Neverland’ Foto: Divulgação/Prime Video
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Dan Reed, diretor do documentário Leaving Neverland, voltou a provocar repercussão ao abordar o legado de Michael Jackson. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, ele afirmou que o cantor apresentava comportamentos mais graves que Jeffrey Epstein e questionou como a história dele vem sendo retratada no cinema.

Reed, responsável pela produção exibida em 2019, também falou sobre a saída do filme da HBO. Ele atribuiu a decisão a um acordo judicial envolvendo o espólio do artista e comentou que o uso de uma cláusula de não difamação, contida em contrato de 1992, foi interpretado como impedimento a críticas.

O diretor criticou a nova cinebiografia do cantor, dirigida por Antoine Fuqua, por não tratar das acusações de abuso sexual infantil. Reed sugeriu que o foco de produções recentes está no entretenimento e no lucro, em detrimento de aspectos relevantes da vida de Jackson.

Declaração polêmica e contexto

Segundo Reed, as acusações contra Jackson, que marcaram a trajetória do artista, não devem ser ignoradas ao contar a história dele. O cineasta afirmou ter considerado evidências ao longo de anos de pesquisa, incluindo relatos e documentos judiciais, antes de formar sua visão.

A investigação de Reed teria levado à conclusão de que Wade Robson e James Safechuck, protagonistas do documentário, apresentaram relatos consistentes para sustentar as acusações. O filme questiona a forma como o legado é apresentado ao público.

Saída da HBO e impactos

Sobre a retirada do documentário da HBO, Reed explicou que o acordo com os herdeiros levou à renegociação de conteúdos. Ele disse que a cláusula de não difamação teria sido citada para justificar a retirada. A HBO não confirmou detalhes públicos do acordo.

Apesar da repercussão, Reed reconheceu que o efeito sobre a imagem de Jackson foi limitado. Ele apontou o crescimento de streaming do artista e o sucesso de outras produções como indícios de um público que separa obra de artista.

Panorama atual

O diretor ressaltou que não defende o cancelamento, mas defende que o público tenha acesso a todas as dimensões da história. Reed afirmou que o dinheiro ligado ao legado de Jackson influencia a forma de tratar o tema no mercado cultural.

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