O documentário Deixando Neverland, dirigido por Dan Reed, deixou de figurar no catálogo da HBO após seis anos no streaming. O filme analisa as acusações de pedofilia envolvendo Michael Jackson ao longo das últimas décadas. A retirada ocorreu por acordo entre o artista e a emissora nos anos 1990.
Segundo Reed, em 1992 a HBO fechou um contrato para exibir um show de Jackson em Budapeste, na Hungria. O acordo incluía uma cláusula de não difamação que, segundo o espólio, seria válida para conteúdos futuros da HBO. A cláusula foi contestada pelo cineasta.
O diretor afirmou que, com esse acordo amigável, a HBO retirou Deixando Neverland do catálogo após seis anos. A licença de exibição da HBO vale até 2029, o que permite, segundo ele, a revenda da produção após esse período.
Reed revelou que a sequência de 2025, Deixando Neverland 2: Sobrevivendo a Michael Jackson, teve lançamento insatisfatório no YouTube. O cineasta também criticou nomes ligados ao filme Michael, incluindo Antoine Fuqua, ao apontar que parte do elenco busca ganhos com o espólio.
Detalhes sobre o futuro e reações
O diretor afirma manter contato com Wade Robson e James Safechuck e pretende um terceiro ato sobre o julgamento que sucede as acusações do documentário. Reed recebeu mensagens de ódio de fãs, que atribuem esse debate a um “pacote de louvor” ao cantor.
Fontes e contexto
Reed concedeu entrevista ao Hollywood Reporter para explicar o caso. A reportagem ressalta que a HBO ainda pode licenciar Deixando Neverland para outras plataformas após 2029, caso haja interesse de compradores.
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