Val Kilmer volta aos cinemas mesmo após a morte, graças à inteligência artificial. A notícia, anunciada recentemente, gerou debate sobre usos da tecnologia na indústria. A filha do ator, Mercedes Kilmer, defendeu a iniciativa durante participação no Today Show.
Segundo Mercedes, a ideia começou como forma de superar limitações da doença dele e evoluiu para um precedente da prática de IA na indústria. Ela ressaltou que há dividedores: profissionais que veem a IA como ameaça e jovens da área que apoiam a abordagem, mencionando receios de muitos na música e no cinema.
Ela também destacou que recebeu feedback positivo de pessoas mais estabelecidas na indústria que veem a IA como ferramenta de proteção de propriedade intelectual. A filha aponta que é necessário lidar com a tecnologia de forma estruturada, licenciamento proativo e definição de direitos.
IA e Val Kilmer
A participação de Kilmer no filme foi recriada com IA, autorizada pela família, após sua morte em 2025. A produção comenta que a tecnologia permite manter a presença do ator em cenas-chave do novo projeto, preservando a interpretação original.
O caso não é inédito. Em Maverick, anos atrás, Kilmer teve a voz recriada por meio da empresa Sonantic, para dar vida ao personagem Tom Iceman Kazansky. A participação no novo filme permanece sujeita a avaliações legais, de direitos e de consentimento familiar.
Ponto de vista na indústria
A discussão envolve direitos de imagem, controle criativo e impactos na remuneração de atores. Enquanto alguns defendem a licenciamento proativo de uso de IA, outros apontam riscos de exploração comercial e de genealogia de performances. A tendência sugere maior regulamentação e acordos entre estúdios e artistas.
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