Val Kilmer retorna às telas com o auxílio de inteligência artificial generativa. A decisão envolve a família do ator falecido e pode inaugurar um precedente na indústria. O filme é As Deep as the Grave, de ação histórica.
Mercedes Kilmer, filha do ator, afirma que a equipe buscou usar IA para recuperar a voz dele, perdida devido a câncer. Kilmer faleceu antes da produção começar, mas a tecnologia foi mantida para uma presença de tela do astro.
A produção envolve Abigal Lawrie, Tom Felton, Hanako Footman, Ewen Bremner e Abigail Breslin. Coerte Voorhees, roteirista e diretor, disse que o projeto nasceu para Val e ele queria seu nome ligado à história
A controvérsia
A escolha gerou debates sobre IA na indústria. Em 2023, houve resistência a atores criados digitalmente, com críticas a narrativas que privilegiam IA em detrimento de artistas reais.
Entre as vozes, Eline Van der Velden apresentou uma atriz gerada por IA e Bettty Gilpin reagiu com uma carta aberta. A discussão envolve direitos de propriedade intelectual e licenciamento proativo.
Mercado, direitos e ética
Especialistas divergem sobre o impacto da IA. De um lado, defensores veem ganho de eficiência em efeitos e licenciamento; de outro, temem perda de empregos e produção padronizada.
A filha de Kilmer destaca que a indústria precisa estruturar regras claras de uso de IA para preservar direitos de intérpretes, evitando extrapolar limites.
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