Alice Caymmi lança Caymmi, álbum que reimagina o repertório do avô Dorival, com sonoridades latinas. O disco chega às plataformas em 30 de abril, data de nascimento de Dorival, marcando uma leitura pessoal da obra familiar.
A cantora transforma canções para uma estética marcada por reggaeton, reggae e elementos de trip-hop. As gravações foram feitas na praia de Maricá, com o produtor Iuri Rio Branco, buscando uma sonoridade mais quente e brasileira.
Nova leitura da obra de Dorival
O projeto privilegia o aspecto solar da produção de Dorival, evitando a face mais sombria de sua discografia. Entre as escolhas está uma leitura de Modinha para Gabriela com pegada reggae, além de faixas que dialogam com a praia e o litoral latino-americano.
Parcerias e conceito
Iuri Rio Branco foi essencial para a concepção do álbum, levando uma abordagem que desafia gravações anteriores. A ideia da artista foi incorporar hip-hop e sonoridades contemporâneas, mantendo a identidade latino-americana da obra de Caymmi.
Aimers ao povo, Alice busca devolver a Caymmi a familiaridade com o público geral, trazendo elementos de pianos, guitarras havaianas, metais e ambientes trip-hop. O resultado busca uma ponte entre o legado e a música popular atual.
Contexto pessoal e impacto
A produção reflete momentos de mudança na vida da cantora, incluindo a perdita de Nana, tia que influenciou seu início de carreira. A partir dessa experiência, Alice afirma encontrar uma forma de identificar quem é dentro do legado familiar sem perder a essência de sua própria voz.
A artista descreve Dorival como uma presença diária, que surge quando olha o mar ou quando a bateria de seu celular está quase sem energia. O disco, portanto, funciona como uma leitura cotidiana do legado, com foco na experiência pessoal de Alice.
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