O álbum Serokolo 7: Maramfa Musick Pro, lançado pela Nyege Nyege Tapes, chega ao público sul-africano com uma leitura renovada do subgênero mapanta. A obra mescla cantos folclóricos com batidas aceleradas, em ritmo de 180 bpm, sobre uma base de samples e percussões eletrônicas.
Mapanta nasce em vilarejos da etnia Marota, em Limpopo, e ganhou registro recente com Serokolo 7, jovem produtor autônomo. O disco apresenta uma máquina sonora de alta densidade, que combina uivos de animais, marimba e vocais esgarçados em faixas rápidas.
O tema predominante é a energia de celebração rural; faixas como Naba Ba Papedi abrem o álbum com vocal folclórico sobre batida de drum’n’bass. Em faixas como Zoro e Dinaka, o ritmo é ainda mais acelerado, gerando sensação de cacofonia controlada.
Ainda que algumas faixas deem espaço a linhas de sintetizadores mais suaves, a maioria mantém o tempo em torno de 180 bpm ou mais. A produção privilegia a intensidade, gerando uma sensação de libertação pelo peso sonoro contínuo.
Também nesta edição
- Shye Ben Tzur, Jonny Greenwood e Rajasthan Express lançam o segundo álbum Ranjha. O trabalho atualiza o qawwali com backing funk e linhas de guitarra no estilo Smile.
- Hwxxng (Chinabot) apresenta K-Core, mescla ceremonialismo com hardstyle e techno, com timbres de gongos e tambores janggu.
- From the Lips to the Moon estreia de forma autônoma, combinando spoken word e improvisação eletrônica ambient, com Pouya Ehsaei acompanhando Tara Fatehi.
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