Spike Lee defendeu o filme Michael, de Antoine Fuqua, diante de críticas pela ausência das denúncias de abuso que atingiram Michael Jackson ao longo da carreira. O diretor afirma que a cronologia do longa não contempla esses casos, pois a narrativa se encerra em 1988.
Lee afirmou em entrevista à CNN que a obra termina antes das acusações surgirem, em 1993, e por isso não pode reproduzi-las. Ele também comentou sentir falta do cantor Mike e mencionou laços familiares, já que a produção contou com a participação da família de Jackson.
O longa, que deve ganhar uma continuação, tem sido alvo de críticas pela representação de Jackson na tela, considerada por alguns como ingênua ou manipulada pelos desdobramentos de sua vida pública. A discussão envolve ainda a participação de familiares e possíveis mudanças no final do filme.
Em abril, surgiram relatos de que a versão original do filme iria explorar o impacto das acusações, mas mudanças contratuais teriam impedido referências a Jordan Chandler, vítima que acusou Jackson em 1993. Aos comentários de Lee, somam-se dados sobre o envolvimento de herdeiros na discussão contratual.
Desde seu lançamento, o filme Michael teve boa receptividade de público, registrando uma das maiores aberturas de 2026, atrás apenas de O Diabo Veste Prada 2 e de Super Mario Galaxy, segundo dados de bilheteria. A produção permanece em debate sobre seu tratamento de fatos históricos.
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