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Spike Lee defende Michael, criticado por não expor polêmicas do cantor

Spike Lee defende o filme Michael, argumentando que críticas por não expor acusações de abuso são incompatíveis com a cronologia da cinebiografia

Diretor Spike Lee comenta críticas a cinebiografia de Michael Jackson
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Spike Lee defende a cinebiografia Michael, após críticas por não expor acusações contra o cantor. Em entrevista à CNN, o diretor afirma que quem reclama do filme está pedindo por outro filme e não pela obra em tela. O longa estreou em 24 de abril.

Lee diz ter assistido ao filme duas vezes e manter o julgamento positivo. Segundo ele, as reações negativas são injustas, e, quando questionado, o cineasta afirma ter gostado do resultado. O tom é de defesa da visão artística adotada.

Michael Jackson, morto em 2009 aos 50 anos, é retratado até 1988 no longa. Críticos apontam a ausência de denúncias de abuso sexual infantil. Lee sustenta que as informações atuais não cabem na cronologia apresentada.

Contexto das denúncias

Em 1993, o artista foi acusado de abuso por uma criança de 13 anos. Um acordo extrajudicial de cerca de 25 milhões de dólares foi firmado com a família da vítima. O filme chegou a considerar a invasão de Neverland como abertura, mas a ideia foi descartada.

A produção precisou reescrever parte do roteiro após a leitura do acordo, que continha cláusulas que impediam a menção à vítima ou à família em obras audiovisuais. O objetivo foi manter o foco na trajetória do artista até o auge de 1988.

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