Spike Lee defende a cinebiografia Michael, de Michael Jackson, diante críticas sobre a ausência de acusações de abuso sexual infantil. O diretor explica que o recorte temporal da obra orienta a narrativa.
O filme encerra em 1988, antes das denúncias que surgiram nas décadas seguintes. Lee afirma que exigir que o longa inclua esses episódios desvia da cronologia escolhida e prejudica a leitura da obra dentro de sua proposta.
Críticos já questionaram a seleção de fatos, com foco em acusações que emergiram a partir dos anos 1990. Para o cineasta, esse tipo de apontamento não se sustenta, pois não corresponde ao foco temporal apresentado.
Lee destaca ainda a recepção do público e o desempenho nas bilheterias, que, segundo ele, evidenciam o interesse dos fãs pela história que o filme conta.
Em tom pessoal, o diretor relembra a proximidade com Michael Jackson, tendo dirigido o clipe They Don’t Care About Us e documentários sobre diferentes fases da carreira do artista.
O cineasta também cita a influência do cantor Prince, ressaltando a importância mútua de ambos na vida profissional e na cultura musical.
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