O Met Gala comentado como evento de moda também revela o que é servido no jantar. Nesta edição, em Nova York, o cardápio foi planejado para dialogar com o tema e a ambientação do tapete vermelho, mantendo o foco na convivência entre convidados.
A organização impõe regras rígidas aos chefs para assegurar pratos impecáveis, saborosos e confortáveis para o público altamente reduzido e em roupas desconfortáveis. A ideia é evitar desconfortos que prejudiquem a experiência noturna.
Segundo a chef Cândida Batista, o jantar funciona como extensão do espetáculo, com cada prato dialogando com a moda e com a narrativa do evento. O objetivo é manter o ritmo da celebração.
Proibição de alho, cebola e cebolinha
A lista de ingredientes impede alho, cebola e cebolinha. A medida busca reduzir odores fortes e desconfortos digestivos entre convidados famosos, que costumam conversar muito próximo durante a noite.
A lógica prevista pela organização é que, em um ambiente de alto protocolo, detalhes como o hálito influenciam a experiência social e o conforto de todos.
Gastronomia com foco visual e leve
O cardápio de 2026 seguiu uma linha que privilegia texturas e formas que remetem à natureza, com pratos leves para acompanhar figurinos ajustados. A ideia é que a comida complemente a apresentação visual.
Os pratos são pensados para não sobrecarregar a circulação dos convidados, que devem circular e conversar durante a festa, sem sensação de peso no estômago.
A comida como parte do espetáculo
A narrativa do jantar passa a ser parte do tema do evento, conectando gastronomia e moda. Quando a comida funciona como conceito, o jantar deixa de ser coadjuvante e integra o espetáculo.
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