Quatro casais criaram uma vila particular no Texas para envelhecer juntos, mantendo moradias privadas a poucos metros de distância. O projeto nasceu da vontade de morar perto dos amigos sem abrir mão da casa própria.
A ideia era fugir do ritmo de Austin, mantendo convivência sem compartilhar uma única casa. Em 2011, eles adquiriram 10 hectares às margens do rio Llano, com apoio de Matt Garcia e do escritório Lake|Flato, de San Antonio.
O que é a Bestie Row
A vila reúne quatro casas de 32 a 37 m², cada uma com quarto, banheiro, cozinha e sala. Um espaço comunitário de 140 m² integra as residências e recebe filhos e netos, mantendo autonomia a cada casal.
O conjunto aposta em sustentabilidade: cisternas de 100 galões, isolamento com espuma, revestimento metálico para reduzir calor e pisos de concreto com madeira compensada. Tudo com foco na vista para o Hill Country.
Como funciona a convivência
A rotina mescla privacidade e convivência. Jodi Zipp, moradora, destaca a imersão na natureza com animais e aves na beira do Llano. Um canal de Tiny House documenta detalhes do interior e da relação entre espaços privados e comunitários.
Cada casal investiu cerca de US$ 40 mil na construção de sua casa, valuando cerca de US$ 208 mil na cotação de 2025. Em períodos de afastamento, o grupo alugava o conjunto para grupos de até 20 pessoas.
Venda e impacto do projeto
Em 2025, a vila ficou à venda por US$ 3 milhões. Motivos não foram detalhados pelos moradores. O caso ganhou destaque no debate sobre cohousing, inspirando projetos similares ao redor do mundo desde 2024 e 2026.
A iniciativa é citada como referência para envelhecimento ativo e conectado, com foco na prática de manter amizades fortes por meio de infraestrutura compartilhada sem abrir mão da independência.
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