Djavan estreou a turnê Djavanear 50 anos – Só Sucessos no Allianz Parque, em São Paulo, na noite de sexta-feira. O show, que celebra cinco décadas de carreira, teve mais de duas horas de repertório e ocorreu sem loja de merchandise oficial.
O artista manteve o timbre que o tornou conhecido, acompanhado por uma banda fixa: Paulo Calasans (piano), Renato Fonseca (teclado), Marcelo Mariano (baixo), Torcuato Mariano (guitarra), Felipe Alves (bateria), Clara Carolina e Jenni Rocha (vocais), entre outros. O começo contou com Sina, despertando o entusiasmo do público.
Djavan aproximou-se do público pela passarela, usando um banquinho para tocar violão e interpretar mais três canções de sua trajetória. Entre elas, Meu Bem Querer ganhou coro intenso e o cantor chegou a se emocionar.
Momentos-chave da apresentação
O set incluiu as versões originais de Eu Te Devoro e Boa Noite, além de Cigano, com a introdução marcante de sempre. O Vento apareceu em nova leitura, com reverb perceptível em alguns trechos, chamando atenção pela ambientação sonora.
Quase de Manhã, incluída pela primeira vez em shows recentes, ganhou contornos inusitados ao ser executada. Djavan também apresentou um medley com Errado, Fato Consumado e Flor de Lis, seguido por Seduzir, Samurai e Lilás.
O cantor, aos 77 anos, circulou sem teleprompter, mantendo contato direto com fãs e músicos. O desejo de manter a sonoridade original ficou evidente ao longo da apresentação, que encerrou sem promoções ou lembranças oficiais. O público saiu do estádio com a música como lembrança central.
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