O bolo de macaxeira com coco e o choux de baunilha ajudam a manter viva a memória de Fumie Minata Wakuda, mãe da chef-confeiteira Vivi Wakuda. Fumie era descendente de japoneses e morava em Ibiúna, no interior de São Paulo. As receitas da família nasceram da troca entre vizinhos e colegas de trabalho, especialmente nordestinos que frequentavam sua casa.
Na pâtisserie de Vivi, as lembranças da mãe não aparecem na vitrine como itens fixos, mas guiam cada pesagem, cada polvilho e cada molde. O bolo de aipim é lembrança de momentos de reunião, em que a família parava para saborear juntos. O afeto entra pela prática diária da confeitaria.
A memória se revela também no foco de Vivi pelo doce favorito da mãe: o choux de baunilha. Esse doce tem lugar especial na história familiar e serve de elo entre gerações. A confeiteira reconhece que o luto ainda é presente, mas a saudade se expressa na cozinha.
Em casa, o bolo de macaxeira e o pudim com furos representam a presença materna para Vivi e para a filha Giulia. A relação entre gerações aparece na curiosidade da neta, que acompanha o trabalho da avó e da mãe. O chiffon cake de matcha é apontado como desejo de transmissão entre Vivi e Giulia.
Entre as referências da loja, o chiffon de matcha ganha destaque na vitrine e simboliza a ligação entre culturas. Vivi pretende transmitir à filha a prática de fazer bolos que reúnem a família ao redor da mesa. A ideia é manter vivos os momentos simples que marcaram a infância.
Na visão de Vivi, o bolo funciona como ponto de encontro contínuo. O que começou como troca entre vizinhos se transforma em legado culinário, com receitas carregadas de afeto e memória. O chiffon, o bolo de macaxeira e o pudim continuam a aproximar gerações.
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