O Dia das Mães ganha outra leitura com famílias que mantêm legado empresarial. Em Cruz Alta, no interior do Rio Grande do Sul, Joice Reis Lopes assumiu a gestão da Estética Gisa, fundada pela mãe Gislaine Reis na década de 1980. A filha nasceu no contato com a clínica e hoje dirige áreas financeiras e de marketing.
Gislaine, que começou oferecendo serviços em domicílio com maca móvel, consolidou a clínica frente a uma demanda já existente, gerando uma lista de espera. Joice, com três anos à frente da gestão, busca manter a tradição ao mesmo tempo em que moderniza processos.
Sucessão na estética familiar
A transição envolve ajustar rotinas, como a troca de caderneta por planilhas e por um sistema mais robusto. A meta é respeitar a voz da pioneira enquanto se introduzem mudanças graduais. O cuidado com a separação entre família e negócio é apontado como essencial.
Joice afirma que o desafio é manter a qualidade do atendimento e, ao mesmo tempo, adaptar a empresa ao novo tempo. A casa e a empresa convivem, mas limites e regras ajudam a ordem operacional.
Confeitaria como legado compartilhado
Em Porto Alegre, Oigres Trevisan herdou do mãe Celiane a vocação para confeitaria. Juntos, criaram uma padaria que também funciona como cafeteria, com 22 colaboradores, incluindo Celiane e dois filhos.
O começo foi austero: dormiam no espaço comercial, trabalhando de madrugada. Hoje, a Trevisan mantém atendimento e produção com foco em fidelização de clientes e eficiência operacional.
Oigres destaca a proximidade com a mãe como espaço de aprendizado e orientação. Celiane aponta que a convivência exige dosagem entre vida profissional e familiar para não prejudicar o vínculo.
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