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Jocy de Oliveira une eletrônico à música erudita

Documentário resgata a trajetória de Jocy de Oliveira, pioneira da música eletroacústica, que estreia nova ópera e faz retrospectiva em São Paulo

VISIONÁRIA - Jocy no teclado: o uso da tecnologia foi novidade na cena nacional
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No planetário Hayden, em Nova York, a compositora curitibana Jocy de Oliveira apresentou em 1983 o concerto Music in Space, que mescla música clássica e intervenção eletrônica. A ocasião ganhou destaque ao receber lasers usados pelo Pink Floyd, que ajudaram a reforçar o tom futurista da performance.

A trajetória de Jocy, reconhecida como pioneira da música eletroacústica no Brasil, é tema do documentário Universo Circular — Jocy de Oliveira (Brasil, 2026), de Dácio Pinheiro. O filme estreou no festival IndieLisboa, em Portugal, e chega ao Brasil em junho, no Festival In-Edit.

A obra da artista é marcada pela convivência entre tradição erudita e experimentação tecnológica. Jovem pianista na França, Jocy circulou pela bossa nova e estudou com grandes nomes, incluindo Stravinsky, Stockhausen e Berio. Com Berio, ajudou a levar ao Brasil o espetáculo Apague meu Spotlight em 1961.

Aos 90 anos, Jocy mantém a produção ativa. Em 6 de junho, haverá um concerto retrospectivo na Sala São Paulo. A partir de 30 de outubro, estreia a ópera Medeia e o Direito de Ser Diferente no Theatro Municipal de São Paulo. O projeto integra a classificação de pós-ópera defendida pela artista.

A programação reforça a posição de Jocy como referência da música eletroacústica no Brasil, com obras que dialogam entre palco e sons gravados. A agenda recente reforça a continuidade da produção e da pesquisa musical da compositora.

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