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Paradoxo da sororidade: amigas ou rivais entre mulheres

Sororidade exige prática: a amizade entre mulheres pode resistir à dominação masculina e enfrentar rivais que minam a união.

Mirian Goldenberg
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Mirian Goldenberg discute o conceito de sororidade em um tom crítico e analítico, questionando se a solidariedade entre mulheres acontece na prática ou fica apenas no discurso. A conversa ocorreu no âmbito de uma participação no programa Revista CBN, com a participação da amiga Petria Chaves, e aborda a diferença entre teoria e comportamento cotidiano.

A reflexão parte de um histórico do termo. A sororidade, origem latina soror, ganhou força no Brasil a partir dos anos 2000, influenciada por debates feministas. O texto destaca que, em várias fases da vida, a amizade entre mulheres é vista como proteção contra a dominação masculina e como estratégia de resistência.

Segundo as falas registradas, muitas mulheres reconhecem a presença da rivalidade em ambientes sociais e profissionais. A crítica aponta que a competição tóxica pode replicar dinâmicas patriarcais, dificultando relações verdadeiras entre amigas. A percepção é de que o jogo de poder ainda afeta a convivência feminina.

Na trajetória de pesquisa de Mirian, desde o livro lançado na década de 1990, a ideia central é fortalecer vínculos entre mulheres como forma de empoderamento. Em situações de envelhecimento, autonomia e bem‑estar, as respostas costumam valorizar as amigas como riqueza maior do que status ou fama.

O texto também ressalta um ponto estratégico: a união entre mulheres é apresentada como sustento diante de violações constantes de violência. A sororidade é descrita como prática cotidiana, não apenas discurso, com potencial de transformar dinâmicas sociais.

Diante disso, a questão central fica: as mulheres praticam a sororidade ou repetem a lógica de competição que desejam combater? A reportagem sugere que a resposta está nas atitudes diárias e na construção de redes de apoio mútuo.

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