Björk decidiu bloquear geograficamente grande parte de seu catálogo musical para usuários em Israel nas plataformas de streaming Spotify e Apple Music. A ação ocorreu a partir de setembro de 2025 e integra a campanha No Music For Genocide, que pede restrição de acesso às obras como forma de protesto contra o conflito em Gaza. A cantora não formalizou uma declaração, mas a medida foi divulgada pela própria campanha.
A iniciativa No Music For Genocide tem ganhado adesões de artistas globais ao longo de 2024 e 2025, com o objetivo de pressionar gravadoras a adotar o bloqueio geográfico em países envolvidos. Além de Björk, nomes como Lorde, Massive Attack e Paramore passaram a participar do movimento, que classifica as ações militares em Gaza como genocídio.
No Music For Genocide e o protesto no streaming
A decisão da artista gerou debates nas redes, com apoiadores destacando o gesto como solidariedade ao povo palestino e uso legítimo da plataforma artística. Críticos, por sua vez, entenderam como censura cultural, argumentando que usuários comuns de Israel não devem arcar com ações de seu governo.
O bloqueio de catálogos por meio de geobloqueio é prática comum por questões de licenciamento, mas seu uso como protesto político é recente. A medida tem sido discutida na indústria como ferramenta com impactos éticos e práticos distintos.
Björk é reconhecida por uma carreira de mais de três décadas, marcada por trabalhos como Debut, Post, Homogenic e Utopia. Além de trajetória musical, a artista atua em pautas ambientais e políticas, com o bloqueio em Israel representando sua posição pública mais direta sobre o conflito em Gaza.
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