O cantor Ed Motta compareceu nesta terça-feira à 15ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro para prestar depoimento sobre a confusão ocorrida no restaurante Grado, no dia 2 de maio. A audiência ocorreu após surgirem versões conflitantes sobre o que aconteceu entre ele, seus convidados e a equipe do estabelecimento. Motta negou ter cometido agressões ou qualquer ato de preconceito durante o episódio, que teve início com uma cobrança de taxa de rolha.
Segundo relatos de funcionários, Motta e dois amigos teriam se irritado com a cobrança de vinhos levados pelo grupo e teriam direcionado ofensas à equipe. O artista afirmou, em seu depoimento, que o encontro era entre amigos e familiares, com todos os convidados levando vinhos para acompanhar o jantar. A cobrança foi atribuída ao tamanho da mesa ocupada pelo grupo, segundo a versão apresentada.
Versão do cantor
Motta reconheceu ter ficado muito abalado pela situação e admitiu ter perdido o controle em um momento. Ele relatou ter pegado uma cadeira e arremessado-a ao chão, sem a intenção de atingir alguém. O músico descreveu o episódio como uma reação impulsiva diante do impasse. Também informou que deixou o restaurante antes de o incidente se agravar com outras pessoas presentes.
O cantor reforçou que repudia qualquer atitude discriminatória, afirmando fazer parte de uma família negra e ressaltando o respeito por comunidades nordestinas. Sobre imagens que teriam mostrado um objeto sendo arremessado por alguém do seu círculo, Motta disse que já não estava no local no momento e que tomou conhecimento do fato apenas no dia seguinte. Ao final, classificou as acusações como sem fundamento.
Fonte: informações divulgadas pela colunista Mônica Bergamo, com base no depoimento de Ed Motta. A apuração segue sob responsabilidade da polícia, sem novas informações públicas até o momento.
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