A 79ª edição do Festival de Cannes foi oficialmente aberta na noite desta terça-feira, 12 de maio de 2026, na Riviera Francesa. O evento celebra o cinema mundial com foco em obras autorais, sem as grandes produções de estúdios norte-americanos. A cerimônia de abertura contou com a apresentadora Eye Haïdara, atriz franco-maliana de 43 anos, que abriu a noite no tapete vermelho.
Gong Li, da China, e Jane Fonda, dos EUA, marcaram presença como convidadas da abertura. A atriz de 88 anos prestou, junto com Li, uma cerimônia de abertura que destacou o poder do cinema como espaço de união e resistência. Ao fim da intervenção, as duas deram início oficial ao festival.
A cerimônia também contemplou uma homenagem ao cineasta Peter Jackson, diretor da trilogia O Senhor dos Anéis, que recebeu a Palma de Ouro honorária em clima de aplausos. O diretor mencionou ser uma surpresa honrosa durante o seu discurso de agradecimento.
Entre as atrações, o filme de abertura foi Venus Elétrica, dirigido pelo tunisiano Pierre Salvadori, que explora amor, magia e ilusões. O filme inaugura doze dias de exibições, com a expectativa de revelar tendências e novas linguagens do cinema mundial.
O júri é presidido pelo sul-coreano Park Chan-wook, com a atriz Demi Moore e o roteirista Paul Laverty entre os jurados. Ao todo, 22 longas-metragens de pelo menos 12 países disputam a Palma de Ouro de 2026.
A participação de Hollywood ocorre de forma contida: apenas duas produções americanas ingressaram na competição principal, ambas independentes. O cenário reforça a presença de cinema autoral na mostra e reduz o peso das grandes franquias comerciais.
O Brasil participa da edição por meio do produtor Rodrigo Teixeira, com o filme Paper Tiger, dirigido pelo norte-americano James Gray, na seleção oficial. A presença brasileira demonstra o interesse local em manter espaço na vitrine internacional.
Além da competição principal, 19 filmes integram a seção paralela Un Certain Regard, destacando produções de várias regiões. A ausência de representantes de África, China e Índia na seleção principal evidencia ainda desafios de diversidade e representação no festival.
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