Matt Damon e Ben Affleck estão sendo processados por agentes da polícia de Miami-Dade, que alegam difamação envolvendo o filme Dinheiro Suspeito, lançado pela Netflix em janeiro. O caso tramita na Justiça local e envolve também as produtoras Artists Equity e Falco Productions.
Os agentes Jason Smith e Jonathan Santana afirmam que a obra distorce a atuação policial real e prejudica suas reputações. Eles sustentar que, embora não apareçam com nomes, características dos protagonistas foram baseadas em suas trajetórias. A Netflix e as produtoras não se manifestaram.
O filme acompanha o tenente fictício Dane Dumars (Damon) e o sargento detetive J.D. Byrne (Affleck) ao encontrarem US$ 20 milhões pertencentes a um cartel. Segundo os agentes, a narrativa indica uma base real, mas extrapola para retratar condutas antiéticas.
Detalhes do processo
O processo acusa difamação direta e indireta, além de danos morais à dupla, por suposta extrapolação de fatos. Diz que o trabalho colheria elementos de uma operação policial real, porém com distorções que afetariam a imagem das forças de segurança.
O documento aponta que, apesar de não haver nomes oficiais, Damon e Affleck teriam se inspirado em Smith e Santana. As acusações envolvem também as empresas produtoras e a própria Netflix, sem que haja manifestação pública ainda.
Reações e próximos passos
Segundo o Entertainment Weekly, a defesa afirma que o filme não insinua condutas ilegais por parte dos agentes. Os representantes pedem retratação pública, compensação financeira e a inclusão de aviso mais claro antes da exibição.
A Netflix, por sua vez, sustenta que Dinheiro Suspeito não sugere que os policiais citados tenham cometido crimes. O caso segue em tramitação na Justiça de Miami-Dade, sem prazo definido para decisões.
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