Christopher Nolan revelou à Time o raciocínio por trás de uma das escolhas mais inusitadas de A Odisseia: Travis Scott como bardo, narrador da clássica jornada de Odisseu. A ideia é ligar a tradição oral da Odisseia à poesia em formato de rap. A produção não pretende seguir o estereótipo dos épicos históricos.
A escolha de Scott faz parte de uma estratégia criativa para fugir das convenções do gênero. O compositor Ludwig Göransson recebeu orientação de não usar orquestra tradicional, buscando sonoridade que una o arcaico ao contemporâneo. A trilha soma 35 gongos de bronze, sintetizadores e uma textura com a lira conectada ao arco de Odisseu.
Detalhes da produção
A Odisseia acompanha a trajetória de retorno de Odisseu após a Guerra de Troia. Matt Damon interpreta o herói; Anne Hathaway é Penélope; Tom Holland, Telêmaco; Robert Pattinson, Antínoo; Charlize Theron, Circe; Zendaya, Atena, e Lupita Nyong’o em papel duplo como Helena e Clitemnestra.
Orçamento e gravação
O filme foi rodado em seis países e 100% em câmeras IMAX, com orçamento estimado em US$ 250 milhões. O uso mínimo de CGI foi destacado pelo elenco, especialmente por Damon, que considerou a experiência a mais extenuante e gratificante de sua carreira.
Origem da ideia
Nolan esperava dirigir Troia desde 2004, projeto que não avançou. Desde então, ele carregou a visão de uma adaptação de A Odisseia em grande escala ao longo de sua filmografia, incluindo Batman Begins e Oppenheimer. A Odisseia chega aos cinemas em 17 de julho.
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