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Primeiro brasileiro ganha estrela na Calçada da Fama e fala em reconhecimento

Paulinho da Costa, percussionista brasileiro, é o primeiro nascido no Brasil a ganhar estrela na Calçada da Fama em Hollywood

O percussionista Paulinho da Costa (instagram.com/dacostapaulinho//Reprodução)
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Paulinho da Costa, percussionista de 77 anos, torna-se o primeiro brasileiro nascido no Brasil a ganhar uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. A cerimônia ocorreu em Los Angeles na quarta-feira, 13 de maio, marcando a estreia do país na honra. O anúncio reforça o peso da trajetória do músico no cenário global.

Com mais de cinco décadas de carreira, Paulinho já colaborou com nomes como Michael Jackson, Aretha Franklin, Madonna e Elton John. Natural do Rio de Janeiro, ele começou na ala jovem da escola de samba Portela e, nos anos 1970, mudou-se para Los Angeles, onde consolidou sua presença na música mundial. A homenagem destaca o conjunto de gravações e participações que moldaram sua reputação.

A carreira inclui mais de 1000 músicas registradas, consolidando uma presença constante em estúdio e ao vivo. A trajetória inclui parcerias que ajudaram a moldar o ritmo e a brasilidade presentes em produções internacionais. A história de vida do artista envolve resiliência, disciplina e uma ligação profunda com a bateria da Portela.

Reconhecimento e percurso

O que o prêmio representa vai além da fama: é reconhecida a ética profissional e o talento de longo prazo presentes na carreira de Paulinho. Ele destaca a prática diária desde a juventude, o foco nos objetivos e a seriedade no trabalho como pilares que o levaram a alcançar esse marco. A brasilidade presente em suas gravações é citada como elemento marcante de sua assinatura musical.

A maior conquista, segundo ele, é manter relevância em todas as fases da carreira ao longo de mais de 60 anos de atuação. O músico relembra a parceria com Michael Jackson e a participação em dezenas de faixas, ressaltando a atmosfera de colaboração e respeito que marcou aquele período.

O panorama atual da indústria musical, aponta, passou por transformações tecnológicas, mas o que faz a diferença é o talento para criar ritmo, harmonia e melodia. Em sua visão, a essência humana continua sendo o motor da boa música, mesmo com ferramentas modernas à disposição.

A decisão de deixar o Brasil para trabalhar com música foi motivada pela busca de oportunidades e pela paixão pelo meio. O passaporte para o mundo, segundo ele, foi a própria música, que o levou a conhecer culturas diversas e acumular uma bagagem cultural que se refletem nas produções em que participou.

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