Punch, macaco de nove meses, vem se descolando gradualmente do orangotango de pelúcia que o acompanhou desde o nascimento. O animal ganhou notoriedade após ser abandonado pela mãe durante parto difícil e buscar conforto no brinquedo. A história ganhou força em fevereiro e gerou curiosidade mundial.
O zoológico municipal de Ichikawa, nos subúrbios de Tóquio, mantém Punch no grupo de 56 macacos. O mamífero começou a vida em julho, foi reintegrado ao grupo em janeiro e, desde então, tem mostrado dificuldades de adaptação por falta de orientação materna. Ele ainda se aconchega ao brinquedo à noite.
Um visitante espanhol de 11 anos está entre os fãs que visitam o parque pela terceira vez em uma semana. Além de atrair público, a trajetória do macaco impulsionou doações, visitas e cobertura midiática, tornando Punch um símbolo de resiliência para muitos.
Popularidade e desdobramentos
Punch já é conhecido como Punch-kun entre os fãs japoneses e influenciou a produção de itens temáticos, como camisetas, figurinhas e bonecos. A procura pelo orangotango de pelúcia esgotou no estoque da Ikea e o zoológico recebeu cartas e desenhos de visitantes.
Apesar da fama, o macaco mantém rotina no recinto: participa de atividades com o grupo, interage com tratadores e, ocasionalmente, pega petiscos de colegas. O animal também já passou por momentos de descontração, como se pendurar de cabeça para baixo e mastigar biscoitos.
O impacto financeiro é relevante. Desde fevereiro, o Zoológico Municipal de Ichikawa contabilizou mais de US$ 200 mil em doações e o número de visitantes quase dobrou, atingindo cerca de 90 mil em março. O parque informou que a história ajudou a reverter déficits e ampliar a visibilidade.
Entre na conversa da comunidade