O Estúdio Urutu e a Algohits formalizaram uma parceria para lançar o projeto URUTU FITAS, uma série audiovisual gravada 100% em fita magnética, em take único, com distribuição estratégica no streaming. As performances ocorrem diante de público no estúdio, preservando a espontaneidade da apresentação e a estética analógica.
As primeiras peças já chegaram às plataformas: Carol Maia (ao vivo) em abril e Lau e Eu (ao vivo) em maio. A proposta busca levar a sonoridade clássica da gravação analógica para o ambiente digital, mantendo a textura e a dinâmica da performance ao vivo.
Como funciona o projeto
O Urutu grava em uma mesa Soundcraft Ghost de 24 canais e utiliza um gravador de fita Tascam ATR80, sem intervenções digitais excessivas. O objetivo é manter a integridade sonora e o espírito de apresentação sem cortes.
Quem está envolvido
O Estúdio Urutu, sediado no Centro Histórico de São Paulo, trabalha com artistas de peso como Toninho Horta, Alaíde Costa, Zezé Motta, Linn da Quebrada e Cachorro Grande. A Algohits cuida da distribuição e da estratégia digital do projeto.
Produção audiovisual
A experiência audiovisual é integrada: Willian Paiva e Julia Missagia capturam as performances, oferecendo a identidade visual da série. Otavio Cintra, diretor técnico do espaço, afirma que o suporte magnético impõe uma entrega artística distinta.
Perspectiva do projeto
Vicente Barroso, coordenador e curador, aponta o URUTU FITAS como forma de eternizar artistas em momentos significativos de suas carreiras. Ivan Staicov, gerente da Algohits, ressalta a combinação entre tradição analógica e alcance do digital para distribuição em larga escala.
Expectativas futuras
Lançamentos devem ocorrer ao longo dos próximos meses, com o objetivo de enfrentar a homogeneização do streaming e valorizar performances, identidade sonora e experiências musicais mais orgânicas.
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