O debate no São Paulo Innovation Week abordou o desafio de levar as emoções do esporte ao audiovisual. Diretores discorreram sobre como aproximar o torcedor dos ídolos e revelar o lado menos conhecido das trajetórias no mundo do futebol.
João Wainer, diretor do documentário sobre Zico, destacou a responsabilidade de retratar um ídolo nacional. Bruno Maia, à frente da série sobre Romário, explicou as particularidades do gênero documental, ressaltando que o começo de uma história nem sempre segue padrões do jornalismo.
A conversa também explorou a ideia de que o documentário pode criar protagonistas e antagonistas, abrindo novas formas de contar histórias. Ambos reforçaram que a linguagem audiovisual está em evolução, com impactos diretos na relação com o público.
Gustavo Poli, jornalista presente, comentou a importância da credibilidade ao retratar eventos no audiovisual, citando um caso anterior envolvendo Gabigol em um conteúdo sobre o cassino clandestino durante a pandemia. O objetivo é manter veracidade sem deixar de instigar o interesse.
Sobre o uso da IA, houve divergência entre moderadores. Poli enxergou a IA como ferramenta de tentativa e erro, enquanto Wainer apontou benefícios para ampliar repertório, desde que haja transparência. Maia destacou que a IA pode abrir novas narrativas, ainda em desenvolvimento.
O São Paulo Innovation Week ocorre entre esta quarta e sexta-feira, no Pacaembu e na Faap, reunindo mais de 2 mil palestrantes de áreas diversas. O evento é promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, visando explorar tecnologia, esportes, cultura e inovação.
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