A competição pela Palma de Ouro de Cannes começou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, no 79° Festival de Cannes. Dois filmes de um total de 22 na disputa oficial deram o pontapé inicial, com a paridade de gênero ainda presente no primeiro dia, apesar de recuo em relação ao ano anterior.
O filme francês La Vie d’une Femme, de Charline Bourgeois Tacquet, abre a disputa ao retratar uma cirurgiã cuja rotina é testada pela chegada de uma escritora ao hospital. Do Japão, Nagi Notes, de Koji Fukada, acompanha a relação entre duas mulheres que se transforma de modo inesperado.
Fukada e Tacquet estreiam na Palma de Ouro pela primeira vez. Este dia inicial é marcado pela expectativa de que a programação mantenha o equilíbrio de gênero ao longo da competição, ainda que já haja alertas sobre a representatividade.
Paridade de gênero na competição
Entre os 22 filmes selecionados para a competição oficial, apenas cinco foram dirigidos por mulheres, todas europeias. Entre elas há duas francesas, uma belga, uma austríaca e uma alemã. No ano passado, sete diretoras estavam na disputa.
Se somadas todas as mostras de Cannes, oficiais e paralelas, o desequilíbrio persiste. Das 125 obras previstas para exibição até 23 de maio, 45 são de cineastas mulheres, o que corresponde a 36% do total.
O tema volta a gerar debate entre organizações ligadas ao cinema. O coletivo 50/50 critica a participação feminina, enquanto o diretor-geral Thierry Frémaux afirma que não haverá cotas em Cannes, destacando que a proporção reflete o conjunto de obras enviados pelas diretoras na pré-seleção.
Até o momento, três diretoras venceram a Palma de Ouro. A mais recente é Justine Triet, que ganhou em 2023 com Anatomia de uma Queda, segundo dados históricos da mostra.
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