Peter Jackson, homenageado com a Palma de Ouro honorária em Cannes, afirmou que não vê problema no uso da inteligência artificial na produção cinematográfica, desde que sejam respeitados limites e direitos. O tema tem sido tema frequente na edição do festival.
Para o diretor de O Senhor dos Anéis, a IA é vista como mais um recurso técnico, semelhante a efeitos especiais. O cuidado exigido envolve autorizações e pagamentos quando a tecnologia é aplicada a conteúdos, rostos ou roteiros de terceiros.
Jackson relembrou que a tecnologia pode ampliar a imaginação e a originalidade dos filmes, desde que seja usada com responsabilidade e sem substituir técnicas criativas fundamentais. A fala reforça a linha de que a IA pode ser ferramenta, não substituto.
A celebração da carreira de Jackson no festival destaca sua contribuição à fantasia e ao cinema moderno, incluindo inovações técnicas usadas na adaptação de O Senhor dos Anéis. O uso equilibrado de CGI e métodos práticos foi parte de seu sucesso.
Guillermo Del Toro, por sua vez, reiterou posição crítica sobre a IA, defendendo cautela para evitar impactos na qualidade visual e em técnicas tradicionais de produção, como maquiagem artística e efeitos práticos.
A presença de Jackson no Cannes ocorreu em meio a debates sobre impactos da IA na indústria, com artistas debatendo direitos de uso de imagens, direitos autorais e remuneração. O festival continua recebendo vozes a favor e contra.
Outros enfoques no Cannes 2026
Em Cannes, a discussão sobre IA tem coexistido com a apresentação de obras de fantasia e novos formatos de produção. A Palma de Ouro honorária reforça o papel de Jackson na história do cinema de fantasia, além de lembrar sua trajetória de cinema independente.
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