Clarence Carter, cantor e produtor de soul conhecido por hits como Patches e Strokin, morreu aos 90 anos nesta quinta-feira, 14 de maio. A informação foi confirmada por Rodney Hall, presidente da FAME Studios, em Muscle Shoals, Alabama, após contato com a família de Candi Staton.
A notícia foi repassada à Rolling Stone pelos representantes da cantora, ex-esposa de Carter. Segundo o porta-voz, Carter recebia tratamento para câncer de próstata em estágio avançado, além de pneumonia e sepse.
Carter despontou no fim dos anos 1960 e início dos 1970, com sucesso nas paradas de R&B e algumas entradas no Top 10 da pop. Between Slip Away e Patches, ele mostrou versatilidade entre temas explícitos e emocionais.
Carreira e legado
Nascido em Montgomery, Alabama, em 1936, Carter ficou cego ainda jovem e aprendeu música de forma autodidata. Em FAME Studios gravou com Calvin Scott, formando Clarence & Calvin, antes de seguir carreira solo.
Ele escreveu arranjos em braile e contou com músicos de estúdio da FAME. Duane Allman elogiou Carter, ressaltando sua percepção musical aguçada. Sucessos como Slip Away e Patches marcaram a era.
Strokin’, de 1986, tornou-se favorito de fã-clube e jukeboxes, ajudando a sustentar a fase tardia da carreira em Ichiban Records. Carter também teve envolvimento com Candi Staton, com quem teve filho e foi casado entre 1970 e 1973.
Contexto
Além de hits, Carter lançou álbuns em diversas décadas e manteve estúdio próprio em Atlanta. Suas músicas exploravam temas ousados para a época, mantendo ao mesmo tempo apelo comercial em nichos do soul.
A confirmação de falecimento e o legado de Carter chegam às manchetes sem indicar novas informações oficiais, mantendo o foco em fatos verificados e no histórico da carreira. Fonte: assessorias e entrevistas prévias.
Entre na conversa da comunidade