Nivaldo Machado, 65, e Sueli Machado, 64, deixaram a rotina de imobiliária em Brodowski, interior de SP, para seguir viagem rumo ao Alasca. Desde novembro de 2025, o casal percorre a América em uma Kombi adaptada.
A decisão foi tomada após anos refletindo sobre sonhos adiados. O casal vendeu a carteira de locação e partiu, sem esperar o momento ideal, quando ainda tinham idade e saúde para enfrentar a estrada.
A aventura começou com planejamento feito à altura, mas exigiu ajustes ao longo do caminho. A ideia surgiu em 2019, mas a pandemia adiou o sonho até 2025, quando passaram a viajar em tempo integral.
Veículo adaptado para a estrada
A Kombi ganhou formato de motorhome, com área de convivência e facilidades próprias de uma residência. Nivaldo instalou cama, cozinha, banheiro, energia solar, geladeira e internet, tudo feito sozinho, sem experiência prévia em marcenaria ou elétrica.
Sueli descreve o trajeto como enriquecedor: o conforto fica atrás da experiência de conhecer lugares e culturas diferentes a cada dia. O casal reforça a percepção de que a viagem é uma fonte de alegria, mesmo com espaço reduzido.
Ao todo, já passaram por Bolívia, Peru, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize, México e EUA. Os destinos refletem a rota contínua em direção ao norte do continente.
Desafios da travessia
Entre os momentos difíceis, está a travessia dos Andes no Peru, a mais de 5 mil metros de altitude, com queda de potência e dificuldades respiratórias. A dupla ficou mais de 15 dias no trecho, enfrentando curvas íngremes e falta de acostamento.
O episódio mais arriscado ocorreu na Cordilheira, quando o freio traseiro da Kombi estourou durante uma descida. Nivaldo repara improvisadamente com um prego para manter a viagem.
Entre a Colômbia e o Panamá, a Kombi precisou ser transportada por navio, enquanto o casal seguiu de avião para reencontrar o veículo no país seguinte. Mesmo diante de dificuldades, a dupla não cogitou desistir.
Panorama atual e próximos passos
Até 14 de maio, o casal está em Boston, Massachusetts, com a expectativa de ficar cerca de uma semana antes de seguir para o Canadá e continuar a subida rumo ao Alasca. A escassez de peças de reposição na região preocupa, mas Nivaldo mantém abastecimento de peças sobressalentes.
O plano posterior é retornar ao Brasil pela costa do Pacífico, passando pelo Atacama e chegando a Ushuaia, no extremo sul da América do Sul. A dupla continua buscando novas experiências e encontros ao longo do caminho.
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