O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro, retorna a Cannes 20 anos após receber o maior aplauso de pé da história do festival. A obra, lançada em 2006, volta à seção Cannes Classics em edição ainda este ano.
Na primeira exibição, o filme espanhol recebeu 22 minutos de aplauso ininterrupto, marca que permanece como recorde. Del Toro relembra a ocasião como uma explosão de emoção humana, compartilhada com Alfonso Cuarón, que também participou da produção.
Embora não tenha levado a Palma de Ouro naquela edição, o diretor português viria a conquistar o Oscar de Melhor Filme em 2018 com A Forma da Água, uma outra obra premiada. O Labirinto do Fauno foi posteriormente remasterizado digitalmente e ganhará exibição em 3D.
A trama se passa na Espanha sob o regime de Franco e acompanha uma jovem que, guiada por um fauno, enfrenta três tarefas perigosas enquanto lida com a mãe grávida e um padrasto militar. Del Toro disse ter buscado renovar a criatividade após os ataques de 11 de setembro.
O conceito surgiu em um momento de baixa criatividade do diretor, que buscou acrescentar magia a um enredo com figuras de autoridade rígidas. A obra permanece relevante como parte da memória cinematográfica do festival.
A reapresentação do filme em Cannes Classics está programada para este ano, com remasterização em 3D prevista para cinemas.
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