O vídeo de uma apresentação na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mostra um homem nu dançando na Galeria Laboratório, no Departamento de Artes (Deart). A performance, autodefinida pelo artista como preto, caiçara, neurodivergente, LGBT+ e doutorando em Educação, ocorreu entre 11 e 13 de maio, em três sessões, e foi divulgada pela própria universidade como gratuita para público acima de 18 anos.
A repercussão ocorreu nas redes sociais, com críticas envolvendo o uso de recursos públicos para a atividade artística. Estudantes afirmaram que o evento pode ter entrado no orçamento destinado à cultura, enquanto um vereador de Natal questionou a transparência dos gastos e a indicação da idade do público no local.
Segundo a UFRN, o projeto integra editais de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra, com apoio de entidades como a Fundação José Augusto, a Secretaria de Estado da Cultura, e programas federais de cultura. A instituição informou que a apresentação foi promovida com apoio de órgãos de governo e cultura.
O vereador citado, que utiliza as redes para divulgar a denúncia, alega falta de identificação etária no espaço e afirma ter encontrado pouca transparência sobre os valores investidos. Ele aponta a necessidade de fiscalização mais rigorosa por parte da universidade.
A Gazeta do Povo procurou a UFRN para esclarecimentos e não recebeu retorno até a publicação. A universidade permanece aberta para manifestação sobre o tema e sobre eventuais esclarecimentos relativos aos patrocínios e à organização da programação.
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