Asghar Farhadi estreia Histoires Parallèles no 79º Festival de Cannes, em 14 de maio de 2026. O filme foi rodado integralmente em Paris e em francês, mas mantém a essência persa do cineasta. O enredo não aborda diretamente política.
A história acompanha uma escritora em fim de carreira que observa vizinhos para compor seu novo romance. Conforme a narrativa avança, ficção e realidade se confundem e os personagens vivem a história que criaram.
Durante a coletiva de imprensa, Farhadi afirmou que a obra parece francesa, mas na verdade é muito mais persa; o filme amadurece como seus anteriores, mesmo apresentando linguagem e estética diferentes. Kieslowski inspirações aparecem na estrutura.
Crítica dividida
A imprensa francesa diverge na avaliação. O Libération aponta uma espionagem constante e classifica o filme mais sufocante que vertiginoso. Le Monde aponta falta de originalidade e sugere reinvenção do cineasta.
France Info descreve a obra como profunda, enquanto HuffPost elogia os efeitos sonoros. Positif concede três estrelas e a média das notas fica em torno de 6,5/10. Farhadi pode vencer a Palma de Ouro, marcando a segunda para o cinema iraniano.
Novos filmes na disputa
Nesta sexta, o festival recebe o segundo filme japonês da competição, De Repente, de Ryusuke Hamaguchi, rodado na França em japonês. A trama explora a amizade entre uma diretora de lar de idosos e uma dramaturga com câncer.
Marie Kreutzer participa pela primeira vez da competição com Monstro Gentil, centrado na detenção surpresa de um pai que abala uma família.
Dois longas fora de competição ganham destaque: Voo Noturno para Los Angeles, de John Travolta, e Última Entrevista de John Lennon, de Steven Soderbergh.
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