Cate Blanchett participou de uma conversa em Cannes na 79ª edição do festival e afirmou que o movimento #MeToo foi “morto de forma muito rápida”. A fala ocorreu durante um debate com moderação do jornalista Didier Allouch, na cidade de Cannes, França, neste mês de maio. A atriz destacou que o movimento evidenciou uma camada sistêmica de abuso que vai além da indústria do cinema.
Ela contou ainda que, em seus sets, a disparidade persiste: diariamente, 10 mulheres convivem com 75 homens no início das gravações. Segundo Blanchett, as piadas repetitivas sobre gênero acabam tornando o ambiente de trabalho entediante e afetam o desempenho da equipe.
Contexto do MeToo em Cannes
A atriz foi presidente do júri de Cannes em 2018, quando liderou uma marcha de mulheres que subiu as escadarias do Palais des Festivals. Na ocasião, o protesto reuniu 82 participantes, número que Blanchett relacionou à quantidade de diretoras competindo no festival à época, em contraste com 1.866 diretores no mesmo período.
Ela explicou que a mobilização reuniu profissionais como roteiristas, produtoras, diretoras, atrizes, diretoras de fotografia, agentes e demais integrantes das artes cinematográficas. A sequência de ações buscou ampliar a presença feminina e o equilíbrio de oportunidades no cinema.
Entre na conversa da comunidade