Is God Is passa da cena teatral ao cinema com uma leitura gótica do sul dos Estados Unidos, dirigida pela própria autora. Aleshea Harris adaptou sua peça premiada off-Broadway para um thriller que reúne violência, trauma e vingança sob uma estética marcada pelo realismo mágico.
A história acompanha as gêmeas Racine e Anaia, que sobrevivem a um incêndio provocado pelo pai e recebem a missão de vingar a mãe. Ao descobrir que Ruby ainda está viva, elas enfrentam uma jornada sangrenta por uma versão sombria do Sul profundo, em busca de justiça.
A produção reuniu um elenco veterano e talentos emergentes, com Sterling K. Brown, Vivica A. Fox e Kara Young no núcleo principal, ao lado de Janelle Monáe, Erika Alexander e Mykelti Williamson. A aposta é explorar a força de personagens negros em uma narrativa intensa.
Apoio de grandes nomes e processo criativo
A trajetória contou com o apoio de criadores negros, entre eles Beyoncé, que autorizou o uso de Ya Ya na divulgação. Harris destaca o papel de Tessa Thompson e Janicza Bravo como catalisadores para levar o projeto adiante após o atraso causado pela Covid-19.
Harris também se voltou para dirigir o filme, após ser encorajada pelo dramaturgo Jeremy O. Harris. A mudança de função foi vista pela equipe como etapa decisiva para a construção da estética ritualística e da carga dramática da obra.
A diretora enfatiza a fusão entre violência e humor negro, buscando equilibrar temas de abuso, trauma e poder com uma linguagem visual ousada inspirada em referências como Kill Bill, Lemonade e filmes de ação estilizados. O longa tem cronograma de filmagem curto.
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