O Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, leva pela primeira vez sua proposta itinerante ao Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, Paraná. O projeto MON sem Paredes transforma jardins externos em espaço de arte pública, ampliando o alcance da coleção de mais de 14 mil obras. O lançamento ocorreu em meio à paisagem do parque tombado pelo estado.
A iniciativa nasceu em 2024 para romper limites das paredes do MON. A curadoria, liderada por Marc Pottier, aposta em obras interativas que dialogam com a natureza, sem competir com a arquitetura icônica do prédio curitibano.
Destaques e artistas
A mostra reúne seis criadores, entre nomes de Curitiba e referências nacionais, como Denise Milan, Todd Lisboa, Gustavo Utrabo e Kulikyrda Mehinako. Denominada Olhoscópio – O Vazio e a Pedra, Milan insere um olhar na paisagem por meio de bronze e basalto.
Kulikyrda Mehinako apresenta Totem Tatu e Totem Urubu-Rei, em madeira piranheira com urucum e conchas, homenageando os povos do Alto Xingu. Alexandre Vogler propõe Macarenita, uma escultura‑mirante para observar as formações areníticas locais.
Sonia Dias Souza assina Anathema, tríades que formam uma elipse aberta próxima ao solo. Denise Milan ganha espaço com a obra Olhoscópio, que reforça o tema de observação e participação do visitante na paisagem.
Continuidade curatorial
Ao lado, o MON mantém a presença de artistas já associados ao projeto, como Artur Lescher, com Caleidoscópico, um gira‑gira de aço que o público pode usar. Rommulo Vieira Conceição apresenta Estruturas Dissipativas/Trepa-Trepa, com brinquedos suspensos e cores vibrantes.
Joana Vasconcelos contribui com Tè Danzante (PA), um bule de chá em ferro forjado, decorado com jasmins, enquanto o coletivo Assume Vivid Astro Focus traz Aurum e outras obras explosivas. Um Robô Interativo relembra a instalação histórica do centro de Curitiba, adaptada para o parque.
O MON ressalta que o objetivo é arte ao ar livre, com acessibilidade e diálogo com a natureza. O projeto é apresentado como convite à interação, sem replicar a intimidade do espaço expositivo interno.
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