Morreu neste domingo, 17, aos 93 anos, Noca da Portela. O cantor e compositor estava internado em um hospital de São Cristóvão, na zona norte do Rio, desde o dia 30 de abril. A Portela, escola de Madureira, emitiu nota de pesar destacando o legado dele à música popular brasileira e ao samba.
Noca construiu uma trajetória marcante na Portela, com mais de 20 sambas-enredo vencedores, seja como autor ou parceiro. Seu primeiro título no enredo da escola foi em 1975, iniciando uma fase de destaque ao lado de Columbo e Gelson. Sua importância é reconhecida na história do samba carioca.
Entre os enredos lembrados por sua obra estão: Macunaíma, Herói de Nossa Gente (1975); Hoje Tem Marmelada (1978); Contos de Areia (1984); Todo Azul que o Azul Tem (1999). Além dos sambas-enredo, compôs sambas de terreiro, partido-alto e canções gravadas por artistas brasileiros.
Noca também participou de projetos fora das quadras. Em 2022 integrou o documentário Prateados, a vida em tempos de madureza, registrando depoimento ao lado da bandeira da Portela, federação que lhe deu o sobrenome artístico.
Legado na Portela
A carreira de Noca da Portela é marcada por parcerias com nomes históricos do samba, que ajudaram a moldar o som da escola por décadas. Sua obra permanece associada a momentos importantes do Carnaval carioca.
Últimas condições de saúde
A internação ocorreu no fim de abril. A família não divulgou boletins adicionais sobre o estado de saúde, mantendo o anúncio sob a égide de confirmação oficial pela Portela e pela família.
Entre na conversa da comunidade