Paul McCartney abriu o jogo sobre selfies, fãs e a era das redes sociais, durante participação no podcast The Rest Is Entertainment. O ex-Beatle afirmou que o atual cenário de internet permite que muitos alcancem visibilidade sem talento, o que lhe chama a atenção de forma crítica. O relato surgiu em tom objetivo, sem defesa de posição.
O músico britânico explicou que não consome conteúdos de criadores digitais, por não fazer parte da geração atual, mas acompanha publicações do Instagram por meio de vídeos que a esposa mostra no celular. A conversa girou em torno de como o estrelato mudou desde a Beatlemania, nos anos 1960, até hoje.
Motivo para proibir fotos
McCartney descreveu uma mudança de comportamento provocada pela tecnologia e pelos celulares. Ele afirmou que, ao encontrar fãs, muitos já sacam o telefone para registrar a imagem, e, por isso, costuma rejeitar selfies. A justificativa é manter a própria sanidade e evitar que a imagem dele seja moldada pela adulação.
O artista detalhou que desenvolveu uma justificativa histórica para sustentar essa postura, com a ideia de não se deixar levar pela fama. Ele explicou que, no início da carreira, os Beatles eram reconhecidos nas ruas, mas pesquisou como a relação com a exposição pública mudou ao longo dos anos.
A metáfora do macaco de Saint-Tropez
Para ilustrar o incômodo, McCartney recorre a uma história real de Saint-Tropez, na França, em que um homem cobrava para posar ao lado de seu animal de estimação. O músico afirma que não quer se parecer com aquele “macaco” e que, ao ceder a fotos, se transforma em atração de circo. O relato serve para enfatizar a necessidade de preservar a identidade pessoal.
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