Drake lançou na madrugada de 15 de maio a trilogia de álbuns que acompanha o projeto eletrônico da vez. Maid of Honour aparece como o mais animado, com foco na pista de dança, sem exigir atenção às letras.
O disco é produzido majoritariamente por Gordo, que assina nove das 14 faixas. Maid of Honour segue a linha de Honestly, Nevermind, mas com menos ambição artística e mais energia para clubes.
Apesar da batida envolvente, o conjunto sofre com coesão e letras genéricas. Drake parece ter gravado com rapidez para cumprir contrato, resultando em um trabalho menos sólido que o anterior.
Energia e faixas de destaque
Which One, com Central Cee, surge como o single mais dançante, com versos diretos. Outside Tweaking, com Stunna Sandy, traz batida que mexe o corpo. Amazing Shape, com Popcaan, entrega vibes caribenhas eficazes.
Cheetah Print, parceria com Sexyy Red, aparece entre os momentos fracos, com refrão constrangedor e referência ao Cha Cha Slide. New Bestie e Goose and The Juice passam a ideia de lamentos amorosos.
Síntese crítica
Maid of Honour tem mais energia que Iceman e mais personalidade que Habibti. Tenta algo diferente ao revisitar a eletrônica, mas a execução é irregular. Funciona como trilha de festa, sem exigir leitura de letra.
No conjunto, o álbum sinaliza que Drake pode fazer dance music competente quando quer. Ainda assim, demonstra que a ambição nem sempre acompanha a produção, privilegiando batidas e refrões sobre conteúdo.
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