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Artistas discutem a natureza das imagens diante da IA em série de performances

Em GPS, artistas questionam se a IA gera imersão real; as imagens criadas desafiam percepção e autenticidade da experiência

Gideon Jacobs performs at Giorno Poetry Systems in early May.
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  • Em uma exposição de três dias no Giorno Poetry Systems (GPS), no Bowery, aconteceu o programa “Exert: The Physics of Metaphysics”, que discute como a internet pode “ganhar corpo” e questiona a relação entre realidade e simulação.
  • Entre as atividades, houve leitura do romancista Hari Kunzru, palestra performática de Gideon Jacobs, apresentação musical do Deli Girls e exibição de curtas de Mark Leckey.
  • Gideon Jacobs apresentou a palestra-performace “All Images Are Quite Useless”, explorando a geração de imagens por IA e a relação entre texto, som e imagem.
  • O conteúdo incluiu uma experiência com um site criado pelo irmão de Jacobs, que transforma transcrições em prompts e gera imagens, resultando em reflexões sobre imersão e percepção.
  • O conjunto das obras questiona o que é real na era de simulação constante, destacando que mais imagens nem sempre significam maior imersão.

O GPS (Giorno Poetry Systems) recebeu, no início de maio, um programa de três dias dedicado a explorar a relação entre imagens, realidade e tecnologia, especialmente IA. O objetivo, segundo o curador Mark Leckey, era “dar corpo à internet”.

O evento ocorreu no antigo ateliê de William S. Burroughs, na Bowery, em Nova York. Entre as atividades, houve leituras, performances e exibições de curtas de Leckey, reunindo nomes como Hari Kunzru e Gideon Jacobs, além de shows de Deli Girls.

Durante a segunda jornada, Kunzru apresentou trechos de um romance em desenvolvimento, que aborda a percepção da realidade diante da ubiquidade de simulações. A sessão de Jacobs incluiu uma palestra performática intitulada All Images Are Quite Useless.

All Images Are Quite Useless

Jacobs combinou monólogo, trechos de seu texto Spike e uma obra em vídeo alimentada por IA, apresentada por meio de um site que auto-transcreveu o que ele lia. As imagens geradas pelo sistema transformaram trechos em prompts que geravam novas imagens.

O material gerado oscilou entre cenas de desolação urbana e interpretações poéticas, como uma cabana isolada com uma corda sendo quebrada, cercada por glows iridescentes. A experiência evidenciou a tensão entre imersão real e fragmentação mediada por algoritmos.

Kunzru e Jacobs exploraram, em caminhos diferentes, a mesma pergunta: o que é a realidade na era da simulação constante? A programação também incluiu uma leitura de Hari Kunzru, uma apresentação de percussão e apresentações musicais.

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