Vlad Țurcan, diretor-geral da Teleradio-Moldova, deixou o cargo nesta segunda-feira após a divulgação de que o júri da Moldávia atribuiu apenas 3 pontos à entrada da Romênia no Eurovision. A decisão criticada por não reconhecer sensibilidades entre vizinhos culminou na renúncia do responsável pela emissora pública do país.
O júri moldavo também atribuiu pontos nulos à Ucrânia, vizinha direta, enquanto concedeu 12 pontos à Polônia e 10 à Israel. Na votação popular, os espectadores da Moldávia deram 12 pontos à Romênia e 10 à Ucrânia, alterando o peso entre voto técnico e voto do público.
Diversas vozes reagiram à polêmica. A apresentadora Margarita Druță disse, em vídeo, que quase se recusou a divulgar os resultados. Ex-ministro da Defesa Anatol Șalaru afirmou que apenas o voto do público importava, considerado entre irmãos. O foco do debate envolve a prática conhecida como “votação de vizinhança” no Eurovision.
Contexto e desdobramentos
A renúncia foi anunciada após a divulgação dos resultados e gerou debates sobre o papel do júri na definição final. A presidente Maia Sandu criticou a possibilidade de o incidente prejudicar as relações entre Moldávia e Romênia, destacando que o voto popular teve peso relevante para o país.
Quem participou e o que ocorreu
Țurcanu, que assumiu a direção da Teleradio-Moldova em 2021, permanece no cargo até a escolha de um substituto. A cantora romena Alexandra Căpitănescu, com a música Choke Me, ficou em terceiro lugar, impulsionada pelo voto popular. A vencedora foi a Bulgária, com Dara Bangaranga, seguida de Israel. Satoshi, representante da Moldávia, ficou na oitava posição.
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