A Estrela, fabricante brasileira de brinquedos fundada em 1937, pediu recuperação judicial nesta quarta-feira (20). A empresa alega juros altos, crédito restrito e avanço digital como entraves para manter as operações. O pedido não implica falência, mas viabiliza negociar um plano com credores.
A companhia enfrenta um ambiente de juros elevados e competição acirrada de produtos importados, além da expansão de plataformas digitais que mudaram o comportamento de consumo. A recuperação busca ganhar fôlego financeiro sem interromper atividades.
Entre os produtos históricos da Estrela, estão Banco Imobiliário (1944), Autorama (anos 1960) e Susi, boneca lançada na mesma década. Esses itens ajudaram a consolidar a marca no mercado brasileiro. Fontes associadas à Folha de S.Paulo reportam o movimento da empresa.
Clássicos que marcaram gerações
Nos anos 1970, a Estrela lançou o Falcon, em uma era de brinquedos de ação. Mais tarde chegaram o Detetive e o Jogo da Vida, ambos símbolos de diversão em família e de disputas entre amigos. O Think tank da empresa incluiu também o Genius, o Pogobol e o Batata Quente.
A linha de massinha Super Massa e brinquedos de coordenação, como o Caixa Encaixa, contribuíram para a presença da Estrela em casa, escolas e feiras. A empresa, porém, manteve a produção de itens clássicos mesmo com a evolução tecnológica.
A história da Estrela mostra uma empresa que buscou adaptar-se a mudanças de comportamento, tecnologia e consumo. Em meio a dificuldades econômicas, o foco permanece nos itens que definiram gerações de crianças no Brasil. Fontes da imprensa financeira cobrem o pedido de recuperação judicial.
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