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Conheça os NaNaz, punks acima de 50 que protestam sobre pensões e menopausa

NaNaz, banda de punk formada por mulheres acima de cinquenta, conquista casas de shows e festivais, transformando experiência de vida em potência sonora

The NaNaz … (L-R) Ange Pearce, Deborah de Lloyd, Claire Symons, Marega Palser, Anne-Marie Bollen and Jade Ball.
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O NaNaz, banda de punk formada por mulheres acima dos 50 anos, cresce como voz organizada contra questões como pensões, reciclagem e menopausa. Surgiram no sul do País de Gales e se apresentam com shows marcados em clubes e festivais, sem gravadora ou empresário.

A história começa em Cardiff/Newport, em oficinas para mulheres acima de 50 anos, promovidas por projetos comunitários. O grupo nasceu das atividades da Nana Punk e ganhou corpo com integrantes que já tinham trajetórias diversas na música e na vida.

Origem e formação

O NaNaz nasceu da iniciação musical de várias componentes, que combinaram experiência de carreira com vontade de experimentar. Entre elas estão ex-profissionais de enfermagem, cuidadoras e motoristas de furgão de sorvetes, unidas pela vontade de tocar e compor.

As integrantes trazem vidas distintas para o palco. Entre elas, uma violista com décadas de prática, uma guitarrista titular de 62 anos e uma baixista que cresceu ouvindo desde o rock até influências da cena punk britânica. Juntas, escrevem canções que refletem preocupações reais.

Carreira e repertório

O grupo ganhou notoriedade com faixas que abordam custos de cuidados, atitudes masculinas e frustrações do dia a dia, mantendo o viés político e social do punk. A primeira faixa, 60 Lies, já conectava o coletivo a campanhas por igualdade de pensão.

A formação atual se mantém sem gerente, sem gravadora e sem assessoria de imprensa, mas encabeça agendas de shows semanais até o fim do ano. A banda já chamou a atenção de documentaristas e de meios de divulgação especializados.

Impacto e experiências pessoais

Muitas integrantes relatam que a participação no NaNaz trouxe renovação criativa e emocional. A experiência também inspira outras mulheres a formar bandas, quebrando estereótipos de idade e gênero no cenário musical independente.

A violinista e a baterista enfrentaram desafios de saúde, que tornaram ainda mais relevante a prática musical para o grupo. Em palco, a energia espontânea e a convivência entre amigas tem ganhado fãs entre jovens e adultos.

Conclusão

O NaNaz, nascida de oficinas comunitárias, já se consolidou como fenômeno de resistência cultural. A agenda de shows permanece cheia, evidenciando o papel da banda na cena underground do sul do País e na produção musical de mulheres de meia-idade.

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