Durante as gravações de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Jim Caviezel expressou receio de sofrer uma facada real durante a cena do atentado na campanha de 2018. O temor foi relatado pelo jornal O Globo, com base em relatos de membros da equipe.
Segundo relatos, o ator exigiu revistas frequentes no set e proibiu o uso de celulares durante as filmagens. O Hospital Indianápolis, utilizado como locação para representar a internação de Bolsonaro, chegou a ter controle de acesso e reconhecimento facial para segurança das atividades.
A produção informou que Caviezel demonstrou preocupação com o ambiente político envolvido no longa e que os protocolos de segurança são definidos pela própria equipe do ator. A Go Up Entertainment não comentou diretamente o temor de uma faca real.
Segurança no set
O clima nos bastidores já era tenso pela natureza do projeto e pela polarização política em torno do filme. Profissionais relatam desconforto com os procedimentos de revista, considerados constrangedores por pelo menos 15 pessoas que registraram reclamações junto ao Sated-SP.
Entre as situações citadas, houve preocupação com invasões ao set e com a repercussão de notícias sobre operações policiais. Caviezel chegou a acompanhar informações de uma operação no Rio de Janeiro que deixou mais de 100 mortos, o que teria contribuído para o abalo emocional durante as filmagens.
Sobre Dark Horse
O filme foi gravado inteiramente em inglês, em segredo, com Caviezel no papel principal durante cerca de três meses no Brasil. Parte das cenas foi finalizada com dublês e figurantes, após o ator deixar o país antes do término das atividades.
Mario Frias assina a produção e o roteiro, ao lado do deputado federal por São Paulo, que também atuou como secretário da Cultura no governo de Jair Bolsonaro entre 2020 e 2022. Cyrus Nowrasteh é o diretor da produção.
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