O retorno de itens analógicos como câmeras antigas, vinis e jogos de tabuleiro ganhou espaço e se tornou tema de discussão sobre cansaço digital. Gerações mais jovens, especialmente a Z, impulsionam a procura por esses objetos, que voltam a ganhar relevância no Brasil e em outros mercados. A tendência surge em meio à saturação do ambiente online e à busca por experiências mais tangíveis.
Dados nacionais e internacionais ajudam a entender o fenômeno. Em 2023, pesquisa da Harris Poll apontou cansaço com a velocidade digital entre jovens nos EUA. No Brasil, a penetração da internet já alcançava 92,5% dos domicílios em 2023, segundo o IBGE. Em 2025, a FGV aponta 502 milhões de dispositivos digitais no país, destacando o paradoxo entre conveniência e saturação.
O que explica o retorno do retrô
Especialistas apontam uma conjunção de nostalgia e necessidade prática. Câmeras analógicas e câmeras simples passam a oferecer controle estético, com foco mais consciente e aceitação da imperfeição. A qualidade do som em vinil e a possibilidade de ser dono do objeto também contam como atrativos.
Impactos no mercado e no consumo
Mercados antes vistos como obsoletos voltam a ganhar fôlego. O vinil liderou as vendas de mídias físicas em 2024, representando 76,4% desse segmento no Brasil, impulsionado pela busca por experiência sonora autêntica. Profissionais destacam maior liberdade na curadoria pessoal e a valorização de formatos offline.
Entre na conversa da comunidade