Steven Soderbergh apresenta em Cannes o documentário John Lennon: The Last Interview, que traz a última entrevista inédita do líder dos Beatles, gravada horas antes de sua morte. O filme utiliza ferramentas de IA da Meta para preencher imagens ausentes, gerando debate sobre o uso de inteligência artificial no cinema.
A entrevista, gravada na casa de Lennon com Yoko Ono, foi para a divulgação do álbum Double Fantasy. O material não havia sido divulgado de forma extensa até agora. A obra combina imagens de arquivo com cenas geradas por IA, sob parceria com a desenvolvedora de tecnologia.
Soderbergh comenta que a IA permitiu terminar o filme com qualidade desejada, diante de limitações financeiras. Ele afirma que a tecnologia acelera a produção, mas traz desafios éticos e criativos que precisam ser considerados. O cineasta mantém tom neutro e informativo em suas avaliações.
IA e cinema
No documentário, a maior parte do material é de arquivo, mas as imagens faltantes foram criadas com IA. A Meta atuou como parceira para financiar o fechamento do projeto, segundo o diretor. A parceria acende o debate sobre limites e regulações.
O uso de IA gerou críticas na indústria, associadas a preocupações com qualidade, veracidade e impacto no emprego criativo. Soderbergh afirma que a ferramenta não tem alma e enfatiza a necessidade de avaliação ética contínua. Ele ressalta que a obra refletirá o que a tecnologia permite hoje.
Perspectivas de carreira
Soderbergh reforça que o cinema vive um platô de experimentação, com estúdios buscando fórmulas de mercado. O diretor cita o desafio de manter a audácia criativa sem perder a audiência. O documentário sobre Lennon tenta justamente explorar os limites da forma narrativa.
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