A Copa do Mundo de 2026 é a mais cara já registrada, com mudanças que impactam torcedores e colecionadores. O álbum oficial da Panini, que acompanha a expansão para 48 seleções, chega mais caro e maior, gerando críticas nas redes.
O álbum tem cerca de 980 figurinhas distribuídas em 112 páginas, sendo o maior da história da Panini. Os pacotinhos trazem sete cromos e o preço varia entre R$ 24,90 a R$ 79,90, dependendo da edição.
Para completar sem repetidas, o gasto estimado supera R$ 1 mil; na prática, porém, pode ultrapassar R$ 7 mil por causa das figurinhas repetidas. A reação dos fãs foi de protesto nas redes sociais.
O que explica o aumento envolve o tamanho do torneio: 48 seleções pela primeira vez. O álbum ganhou quase 300 cromos a mais em relação a 2022, e cada seleção passou a ter mais páginas com escudo, foto oficial e jogadores.
Para acomodar o crescimento, a Panini alterou a composição dos pacotes, passando a incluir sete figurinhas por embalagem. A editora disse que o preço segue padrões de coleções recentes, similar ao modelo atual da Libertadores.
A inflação também influencia o preço das figurinhas. Segundo a analista de macroeconomia Sara Paixão, o valor unitário subiu de aproximadamente R$ 0,80 em 2022 para cerca de R$ 1, um aumento de cerca de 25% em quatro anos.
Ela destacou que o custo total para completar o álbum aumenta não apenas pelo preço unitário, mas pela maior quantidade de cromos necessários. Mesmo com desaceleração inflacionária, a economia opera em patamar de preços mais elevado.
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