Loulu, filha de João Gilberto, estreia na música com um álbum que reúne 13 faixas e traça uma breve história da bossa nova, gênero que o pai ajudou a tornar célebre. O projeto chega às plataformas de streaming, após um longo trabalho de preparação.
Aos 21 anos, Loulu comenta que a vocação para cantar foi fortalecida ao longo da vida, ouvindo o pai, amigos e a mãe. Em entrevista ao Estadão, ela revela sentir a pressão da carreira musical, mas afirma que a decisão de seguir a música foi tomada com coragem.
O disco foi produzido com ritmo intenso de preparação: quase um ano de ensaio, aulas de canto e violão, além da seleção cuidadosa do repertório. A obra apresenta versões de standards de jazz, canções clássicas e homenagens a artistas ligados à história de João Gilberto.
Sobre Loulu e o disco
Entre as escolhas, Loulu recorre a canções que ganharam leitura “joãogilbertinizada”, como Tea for Two e Mr. Sandman, mantendo a essência pop. O processo envolveu muitas escolhas e ajustes, com o objetivo de preservar a memória musical do pai e a sensibilidade atual.
O repertório inclui ainda Dorme que eu Velo por Ti, ligando Loulu aos sambas-canções de Nelson Gonçalves, e Avarandado, de Caetano Veloso, em memória ao disco Domingo. Tom Veloso participa de dueto com Loulu, que conheceu o artista durante aulas de violão com Cézar Mendes.
A homenagem a João Gilberto vai além das canções, com referências ao legado do pai e à convivência familiar. Loulu relembra a relação carinhosa que tinha com o músico, destacando a personalidade suave e o zelo pelo instrumento.
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