Arlindinho agitou o palco da Virada Cultural neste domingo, na Freguesia do Ó, em São Paulo. O carioca apresentou um set variado com sambas-enredo, canções do Fundo de Quintal, músicas do pai Arlindo Cruz e composições próprias, começando ao meio-dia.
O show reuniu fãs de samba e famílias, que acompanharam a apresentação na região da zona norte. O artista relembrou passagens pela área ao lado do pai, destacando a importância da Freguesia para sua carreira.
O repertório mostrou influência de escolas do Rio e de São Paulo, incluindo o clássico É Hoje, da União da Ilha, de 1982, e trechos do samba-enredo de 2026 da Unidos de Vila Isabel, de sua autoria.
Para fortalecer a presença das escolas na Virada, o cantor enfatizou o papel educativo das escolas de samba na cultura brasileira, destacando a participação de diversas agremiações.
Repertório e homenagens
A plateia viu participações de sambas das escolas paulistas Vai-Vai, Rosas de Ouro e Mocidade Alegre, representadas pela presidente Solange Cruz Bichara, mestre de cerimônias do palco.
Arlindinho confirmou que atua em projetos para o Carnaval de 2027, incluindo a composição de samba-enredo para o Império de Casa Verde, na zona norte, além de pleitear a Dragões da Real, em memória a Reinaldo.
O artista também comentou compromissos com a cinebiografia de Zeca Pagodinho, na qual interpretará Arlindo Cruz, o que demanda ajustes na agenda.
Entre o público, moradores da região marcaram presença, como a entregadora Tânia Pereira e a vendedora Edmara Cruz, que destacaram a segurança e a tranquilidade do espaço para levar familiares.
Entre na conversa da comunidade