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Artistas abandonam turnê de Ed Sheeran em apoio a rapper pró-Palestina; entenda

Macklemore foi retirado dos shows após discursos pró-Palestina; Sheeran nega ter participado da decisão

Ed Sheeran | Reprodução/Instagram
Ed Sheeran | Reprodução/Instagram

Quatro artistas deixaram a turnê do cantor britânico Ed Sheeran após o rapper americano Macklemore ser retirado da programação dos shows por causa de declarações em apoio à Palestina. O episódio provocou uma sequência de manifestações nas redes sociais e colocou Sheeran no centro de uma discussão sobre liberdade de expressão e posicionamentos políticos de artistas.

Macklemore fazia as apresentações de abertura da “Loop Tour”, de Sheeran, nos Estados Unidos. No início de setembro, durante dois shows em Nova Jersey, o rapper gritou “Palestina livre!” e afirmou aos palestinos que eles “não foram esquecidos”.

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Após os episódios, Macklemore foi afastado da turnê, gerando uma enxurrada de críticas a Ed Sheeran nas redes sociais. O cantor britânico, porém, negou ter tomado a decisão.

Macklemore, conhecido por sucessos como “Thrift Shop” e “Can’t Hold Us”, há anos manifesta publicamente apoio aos palestinos.

Em 2024, ele lançou “Hind’s Hall”, música que homenageia Hind Rajab, uma menina palestina de cinco anos morta após o veículo da família ter sido atingido por mais de 355 tiros disparados pelas Forças israelenses durante a guerra na Faixa de Gaza.

 O que Ed Sheeran disse

Em uma publicação no Instagram, Sheeran afirmou que a decisão de retirar Macklemore dos shows foi tomada pela empresa promotora Messina Touring Group, e não por ele ou por sua equipe.

Segundo o cantor britânico, os responsáveis pelas sedes onde os shows seriam realizados comunicaram que cancelariam as apresentações caso Macklemore continuasse participando da turnê.

Sheeran disse ainda que conversou com os responsáveis pelos locais para tentar encontrar uma solução, mas não conseguiu resolver a situação.

O cantor também comentou sua decisão de não se manifestar publicamente sobre questões políticas, especialmente sobre a guerra em Gaza.

“Não sou cúmplice. Tenho minhas opiniões pessoais sobre esse conflito devastador. O fato de eu escolher não falar publicamente não significa que não me importo”, afirmou.

Macklemore também afirmou que Sheeran e sua equipe não foram responsáveis por sua saída da turnê.

Artistas deixam a turnê

Após o afastamento de Macklemore, quatro artistas anunciaram que não participariam mais da turnê: Finneas, irmão da cantora Billie Eilish; Aaron Rowe; a banda irlandesa Beoga; e o dinamarquês Lukas Graham.

Finneas já havia se manifestado publicamente em apoio aos palestinos. Ao anunciar sua saída, afirmou que artistas “não devem ser silenciados quando levantam suas vozes em defesa dos oprimidos” e declarou apoio à Palestina e ao povo palestino.

A banda Beoga, por sua vez, afirmou que deixou a turnê após o que classificou como “silenciamento de Macklemore pelos lobbies sionistas”. O grupo também disse ser integrante fundador do movimento Irish Artists for Palestine (Artistas irlandeses pela Palestina) e afirmou que continuará atuando em defesa da causa palestina.

Aaron Rowe declarou que não poderia “ficar de braços cruzados” diante do que classificou como uso de poder e dinheiro para silenciar artistas que se manifestam contra o que chamou de “genocídio israelense”.

Dono de estádio fala em discurso de ódio

A discussão também envolveu o Gillette Stadium, em Boston, uma das sedes da turnê.

Segundo Macklemore e o próprio Ed Sheeran, o proprietário do estádio, bilionário Robert Kraft, pressionou pela retirada do rapper da turnê pelos Estados Unidos.

Em entrevista, Kraft afirmou que permitir que Macklemore se apresentasse no Gillette Stadium ultrapassaria um limite, já que ele afirmou que as apresentações recentes do rapper fazem parte de um “histórico mais amplo de retórica e imagens antissemitas”.

*Com informações da AFP

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