A Legião Urbana Cover Recife ganhou projeção em Recife, com o grupo liderado por Dido, que cuida da voz e do violão. A banda, formada em 2019, existe para levar a música da Legião Urbana a novos públicos, longe de Brasília, onde a referência original é mais presente.
O quarteto atual é composto por Dido (voz e violão), Wagner Marcelino (guitarra), Moacir Junior (baixo) e Leo Magno (bateria). O projeto surgiu a partir de encontros de escola e evoluiu para um repertório que mescla a versão original da banda brasiliense com referências de juventude locais.
Desde o início, os músicos perceberam que o Nordeste era carente de projetos dedicados à Legião Urbana. A ideia foi manter o foco no legado da banda, rodando Fortaleza, Natal e João Pessoa, entre outras cidades, e buscando manter a essência do rock romântico da Legião.
Encontro em Brasília com a família de Renato Russo
Recentemente, a banda recebeu o retorno de contatos com a família de Renato Russo. Dido viajará a Brasília para um encontro com Carminha Manfredini, mãe do músico, e Carmen Teresa, irmã. O objetivo é apresentar o trabalho da banda e agendar uma apresentação na capital que marcou a trajetória da Legião Urbana.
Para Dido, é rara a ocorrência de projetos dedicados à Legião Urbana fora do eixo Brasília-Goiás. Ele aponta que a maioria dos covers é de músicos de Goiás, enquanto Recife ainda não tinha um destaque relevante nesse cenário. O grupo planeja manter a atuação no Nordeste, com shows em várias cidades do litoral e do interior.
O público nordestino, segundo o vocalista, é diverso e surpreendente. Mesmo com a percepção de que a música de Renato Russo estaria menos presente por aqui, a banda percebe demanda consistente e público variado, incluindo jovens e adultos que conhecem a Legião Urbana há anos.
O repertório da Legião Urbana Cover Recife varia conforme o show. Um formato reproduz a apresentação de Acústico MTV com um quarteto de cordas na segunda parte; o outro é inspirado na turnê O descobrimento do Brasil. Entre as escolhas de canções, há diferenças regionais marcantes.
Para Dido, a preferência do público nordestino por determinados temas diverge do Sul do país. Algumas músicas consideradas clássicas podem ter menor repercussão, enquanto outras pedem lados B e faixas menos conhecidas, variando de cidade para cidade.
Entre na conversa da comunidade